E depois de um tempo me enterrei.
Hoje, sou a criança que eu fui, brotei nesse túmulo.
Reecarnei.
O passado é uma cicatriz trágica, que não dói mais,
uma marca estampada na testa, quem finge não ver?
Lembre-se, não somos inocentes, crescer é se responsabilizar.
Eu sou um corpo solitário nesse mundo.
Não existem metáforas para isso.

3 comentários:
Continue escrevendo. A escrita nos torna menos solitárias, ameniza a dor e chega a quem também precisa de conforto e alegria.
Continuo escrevendo. Obrigada.
Eu que agradeço!
Gostaria de compartilhar com vc um poema que escrevi.
Os Mares e as marés
Os mares da minha vida
Me levam nas ondas
pra lá
e pra cá...
Navego no desconhecido
Em noite de tempestade
O céu estrelado existe
Embora não seja visto.
A lua se transforma
e traz outras cenas.
Paisagens sem fim...
Alternância das marés
O mar transborda
e molha minhas pernas
O mar se contém
E me acaricia
Criança que sou,
Me entrego
Criança que sou,
Espio.
Pelo buraquinho cavado na areia
Observo o fundo do mar...
Navios naufragados, reminiscências
E vida!!
Cavalos marinhos brincam,
as algas balançam incansáveis
esbanjando vitalidade.
Uma onda gigante e furiosa me pega
e leva pro fundo do mar
Poderia viver com as algas e cavalos marinhos ?
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